Urtiga
Ingrediente vegan para receitas de cosmética natural
Descobre as características, propriedades, utilizações, etc.

Nome científico:
Urtica dioica.
Família:
Urticaceae.
Origem:
A urtiga está presente tanto na Europa como na América do Norte. As partes usadas são a folha e a raiz.
Uso tradicional:
Os nativos americanos usavam esta planta para tratar vários problemas de saúde, como, por exemplo, as alergias.
Na época medieval, era usada como diurética e para aliviar dores articulares.
Tanto da medicina tradicional europeia como na americana, o chá da folha de urtiga era usado para diversas aplicações:
- Diurético
- Adstringente
- Anemia
- Doenças glandulares
- Reumatismo
- Problemas circulatórios
- Muco acumulado nos pulmões
- Hemorragias internas
- Diarreias
- Disenteria
Características:
A urtiga floresce na Primavera e atinge os 30-150 cm de altura. Caracteriza-se pela existência de pequenos pêlos (chamados tricomas) nas suas folhas e caules, que induzem uma sensação de picada na pele.
Constituintes químicos:
Esta planta contém diversas substâncias interessantes, como:
- Histamina
- Serotonina
- Acetilcolina
- Flavonóides
- Lectina
- Carotenóides
- Vitamina C
- Triterpenos
- Ácido silícico
- Sais de cálcio e potássio
- Ácido tartárico
- Ácido cítrico
Propriedades terapêuticas:
A lista de propriedades terapêuticas desta planta é vasta e bem capaz de nos envergonhar por a subestimarmos como uma simples erva daninha!
Ora vejamos:
- Diurética
- Hemostática
- Antiespasmódica
- Antioxidante
- Analgésica
- Anti-inflamatória
- Antimicrobiana
- Anti hiperglicémica
- Anti agregação plaquetária
- Possíveis actividades imunomoduladoras e no sistema cardiovascular
- Possível alívio dos sintomas da hiperplasia benigna da próstata [1]
Usos terapêuticos:
E como é que esta avalanche de propriedades nos pode ser útil?
Bem, aqui ficam algumas ideias:
- Alívio dos sintomas alérgicos: possui a capacidade de reduzir a inflamação associada às alergias e como bónus, não causa sonolência (como muitos medicamentos anti-histamínicos).
- Suplemento para os ossos: são ricas nutritivamente, possuindo cálcio que é mais facilmente absorvido pelo organismo do que os lacticínios.
- Terapia da diabetes: demonstrou possuir grande potencial no controlo dos sintomas associados à diabetes, no sentido em que diminui os níveis de açúcar no sangue, diminui a sede intensa, regula os níveis de insulina e facilita o controlo do peso corporal.
- Alívio da dor: interfere com a transmissão dos sinais de dor pelo sistema nervoso, podendo ser útil em caso de artrite, gota, problemas articulares, dores musculares, tendinites e torções. Para obter o efeito desejado, deve-se esfregar a zona dorida com a planta fresca, sendo a sensação de picada apenas temporária e o alívio das dores uma mais valia.
- Controlo da hiperplasia benigna da próstata: não se conhece o mecanismo exacto pelo qual as urtigas exercem o seu efeito benéfico nesta condição. [2]
Indicações:
- Queimaduras
- Feridas
- Eczema
- Picadas de insectos
- Cabelo fraco e quebradiço
- Caspa [3]
Aplicações:
- Na alimentação: É óptima em sopas (por exemplo, em substituição dos espinafres), bolos e em infusão.
- Na cosmética: Esta planta é usada em tónicos capilares, shampoos, condicionadores, máscaras, cremes hidratantes e outros.
Sugestões de aplicação:
Porque não usar esta erva na cozinha? A sopa de urtiga ou o chá de urtiga são excelentes ideias! E a boa noticia, é que os pêlos à superfície da folha que causam a sensação de picada, são completamente inactivados no processo de cozedura.
Referências
[2] Cook M S. (2016). Be your own herbalist. New World Library.
[3] Winter R. (2009). A consumer’s dictionary of cosmetic ingredients. 7º Edição, Three Rivers Press.
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