Óleo de Rícino
Ingrediente vegan para receitas de cosmética natural
Descobre as características, propriedades, utilizações, etc.

INCI:
Ricinus communis seed oil.
Família:
Euphorbiaceae
Origem:
Este óleo vegetal é extraído das sementes da planta rícino, também conhecida como mamona.
Pensa-se que esta planta é nativa de África ou da Índia, sendo actualmente cultivada em todo o mundo. Pode atingir entre 5 e 15 metros, dependendo do clima – climas mais quentes favorecem um maior crescimento.
Uso tradicional:
Este óleo é usado há séculos na China, Egipto, Índia e Haiti com as seguintes finalidades:
- Via oral: como purgante e contraceptivo, e no tratamento da asma e cólicas intestinais
- Via tópica: tratamento de feridas e abcessos, controlo da tínea (micose que afecta a pele) e seborreia do couro cabeludo, conjuntivite, eczema e queimaduras
- Unhas, cabelos, barba e pestanas: estimulante do crescimento, fortalecedor e reparador de cabelos e unhas quebradiças
Características:
É um líquido viscoso incolor ou de coloração branca-amarelada. É também muito estável e dificilmente fica rançoso.
Constituintes químicos:
O óleo de rícino é rico em ácidos gordos como o ácido linoleico, ácido oleico, ácido esteárico e ácido hidroxiesteárico.
No entanto, aquele que ocupa o lugar central na composição deste óleo, constituindo 80-90% da composição total deste, é o ácido ricinoleico.
Este composto possui vários grupos hidroxílicos que se unem por ligações de hidrogénio e, desta forma, conferem uma elevada viscosidade a este óleo.
Propriedades terapêuticas:
- Devido à elevada presença de ácido ricinoleico, o óleo de rícino possui propriedades purgativas, indo actuar ao nível do intestino delgado. A purgação ocorre entre 2 a 8 horas após a ingestão deste óleo. Se o consumo for excessivo pode causar náuseas, vómitos e cólicas. [1]
- Possui propriedades emolientes, sendo extremamente hidratante para a pele. Por estes motivos é muito indicado em peles secas e/ou maduras, e no controlo da psoríase e do eczema. (2) Também funciona como veículo ou “cola”, ligando todos os ingredientes de uma formulação entre si. [3]
Aplicações:
- Indústria têxtil
- Indústria alimentar
- Indústria cosmética: bálsamos labiais e batons, bálsamos capilares, bálsamos para a barba, cremes e loções, shampoos, sabões, etc.
Sugestões de aplicação:
O óleo de rícino é tão viscoso e hidratante que as sugestões de aplicação podem ser quase infinitas!
Podes aplicá-lo gentilmente com a ponta dos dedos nas sobrancelhas e pestanas (cuidado para não deixar entrar no olho). Podes utilizar um aplicador de rímel para fazer a aplicação do óleo nestas zonas. Assim podes dispensar o uso de rímel e garantes que até os pêlos mais rebeldes das tuas sobrancelhas ficam controlados.
Podes também colocar uma pequena porção de óleo nos lábios. Para além da hidratação, este óleo confere brilho e luminosidade.
Precauções:
O óleo de rícino facilita a absorção de anti-helmínticos solúveis em óleo, logo não devem ser usados em simultâneo. [1]
Sabias que…
Nas sementes da planta de rícino, encontra-se uma das toxinas mais letais encontradas no reino Plantae?
Esta toxina, denominada por toxina ricina, possui a capacidade de bloquear irreversivelmente a síntese proteica a nível dos ribossomas, em todos os organismos eucarióticos.
Isto faz com que as células sejam privadas da presença de proteínas e acabem por morrer.
No ser humano, isto pode gerar a falência dos órgãos e causar a morte.
A intoxicação por inalação provoca sintomas como febre, tosse e problemas respiratórios, enquanto que a ingestão da toxina leva a dores abdominais, diarreia, fezes escuras e hemorragias gastrointestinais.
Infelizmente, ainda não existe nenhum antidoto eficaz para tratar o envenenamento por ricina.
Por estes motivos, esta substância é usada como arma biológica e química por grupos terroristas.
Numa nota cem por cento mais positiva e útil para a humanidade, a ricina está a ser investigada como possível imunotoxina aplicada na terapia do cancro: as características desta toxina responsáveis por provocar a morte celular, podem ser direccionadas para as células cancerígenas! [4][5]
É importante sublinhar que esta substância não está presente no óleo de rícino, não há motivos para preocupações :)
Referências
[2] Gladstar R. (2014). Herbs for natural beauty. Storey Publishing.
[3] Michalun M V, DiNardo J C. (2015). Skin care and cosmetic ingredients dictionary. 4º edição, Cengage Learning.
[4] Ramawat K G, Mérillon J. (2013). Natural products. Springer Reference.
[5] Egbuna C, et al. (2019). Phytochemistry. 2º Edição, Apple Academic Press.
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